Golpes de Carnaval – Quais são os mais comuns e como se proteger

Especialista explica como evitar golpes e fraudes durante a folia, para não perder nem um minuto da festa 

No Carnaval, além da alegria e da descontração, é preciso redobrar a atenção para não cair em golpes que aproveitam a distração dos foliões. Em meio à multidão, ao uso de fantasias e ao clima de festa, criminosos encontram oportunidades para aplicar golpes, que vão desde furtos até fraudes digitais. Para evitar que a folia se transforme em dor de cabeça, conheça os principais riscos e aprenda a se proteger.

Os golpes mais comuns durante o Carnaval incluem roubos de celulares, clonagem de cartões e falsas promoções em redes sociais, de acordo com a Associação Brasileira de Bancos (ABBC). Uma das principais situações de risco ocorre no momento da compra de comida ou bebidas nas festas de rua. Nesses casos, a recomendação é não entregar o cartão na mão do vendedor e evitar digitar a senha se o visor da maquininha estiver quebrado ou sem o valor da compra visível na tela. 

A ABBC também alerta que, em períodos de aglomeração, é recomendável desativar a função de aproximação do cartão. 

Outro grande problema enfrentado pelos foliões é o furto e roubo de celulares, por onde os criminosos desviam valores das vítimas nos apps de bancos e instituições financeiras. Para evitar prejuízos, o ideal é limitar os valores das transações e aplicar a autenticação em dois fatores para os aplicativos. Caso seja roubado, entre em contato com os bancos e com a polícia assim que possível para comunicar a ocorrência.

Enquanto nas ruas ocorrem golpes e fraudes presenciais, quem decide ficar em casa também pode ser alvo de fraudes virtuais, conforme alerta Túlio Matos, CEO da iCred. “Os golpes virtuais incluem links maliciosos que roubam dados e senhas, boletos bancários falsos, mensagens suspeitas no WhatsApp e ligações de centrais falsas. A recomendação é sempre confirmar as informações junto ao seu banco e nunca compartilhar dados pessoais”, destaca.

Matos explica que, embora existam diversos mecanismos de segurança para evitar fraudes, a atenção do consumidor é fundamental, já que a maioria dos golpes se aproveita da desatenção da vítima. “Observem que as instituições de confiança vão fazer de tudo para confirmar sua identidade. Quando o cliente contrata crédito conosco, por exemplo, o procedimento pode ser feito via WhatsApp, mas também utilizamos ligações de vídeo e reconhecimento facial para evitar que terceiros realizem transações em nome de outra pessoa. É uma forma de garantir a segurança”, complementa.

Para mais dicas e informações sobre o assunto, a ABBC lançou a página Tem Cara de Golpe, que explica e aponta como se proteger.

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