Foto: Thiago Gaspar/ Governo do Ceará
O ano de 2026 começa com um reforço importante às políticas de acesso à leitura e à cultura no Brasil. Durante a entrega de novos conjuntos habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida, no Rio Grande do Sul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que todos os novos empreendimentos do programa deverão contar, obrigatoriamente, com bibliotecas comunitárias em seus espaços de convivência social.
Segundo o presidente, a iniciativa busca ampliar o acesso das famílias ao livro e à literatura, especialmente entre crianças e jovens. Para Lula, a presença da biblioteca nos conjuntos habitacionais é uma forma de incentivar outros hábitos culturais. “Todos terão que ter biblioteca. Todos. Que é um jeito da gente fazer com que os nossos filhos larguem um pouco o celular, larguem um pouco os games e se dediquem um pouco à literatura, a ter acesso a outra cultura, a conhecer um pouco mais da verdade desse país”, afirmou durante o evento.
A proposta foi destacada por Fabiano Piuba, secretário de Formação Artística, Cultural, Livro e Leitura do Ministério da Cultura, que ressaltou o caráter estruturante da ação. De acordo com ele, a medida reafirma a importância da leitura como um direito básico da população e como parte essencial das políticas públicas de habitação e cultura.
A ação é fruto de uma articulação integrada entre o Ministério da Cultura e o Ministério das Cidades. No âmbito do MinC, a iniciativa está sendo conduzida pela Subsecretaria de Espaços e Equipamentos Culturais, em parceria com a Coordenação-Geral de Livro e Leitura (Cefli). O planejamento prevê que, ao longo de 2026, cerca de 600 conjuntos habitacionais do Minha Casa Minha Vida recebam bibliotecas comunitárias.
Para Fabiano Piuba, garantir o acesso ao livro e à leitura nos territórios onde as pessoas vivem é reconhecer que a leitura é um direito de cidadania, além de um direito à educação e à cultura. A presença das bibliotecas nos conjuntos habitacionais amplia as possibilidades de formação cultural e fortalece os vínculos comunitários.
Com a iniciativa, o governo federal reforça a ideia de que o livro deve estar próximo da vida cotidiana das pessoas, promovendo o acesso democrático à leitura e contribuindo para a formação de uma sociedade mais crítica e informada. “Viva o livro pertinho da sua casa”, concluiu o secretário.
